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03.03.2009
Iluminação eficiente
Uma das coisas mais importantes na hora de se pensar em arquitetura de interiores é a iluminação, embora muitas vezes não nos apercebamos disso.
Irina de Oliveira

Uma das coisas mais importantes na hora de se pensar em arquitetura de interiores é a iluminação, embora muitas vezes não nos apercebamos disso. O ideal, obviamente, seria poder contar sempre com uma iluminação natural eficaz, mas nem sempre isso é possível. Aí então, uma iluminação artificial bem planejada pode fazer maravilhas não só pela sua qualidade de vida, mas também pelo seu bolso!

A primeira coisa a ser levada em consideração é a quantidade de energia necessária para iluminar adequadamente um ambiente: em torno de 20w /m². A próxima etapa é a seleção de lâmpadas: as incandescentes emitem luz quente, e duram em torno de mil horas; as halógenas produzem luz branca e potente, mas também produzem calor, aquecendo os ambientes, e duram entre duas e quatro mil horas. Lâmpadas fluorescentes duram mais, consomem menos, mas tem emitem luz fria.

Outra dica a ser levada em conta é a cor da lâmpada: as brancas ou leitosas são mais eficazes se usadas em lustres ou abajures que não necessitem pantalha, pois as pantalhas diminuem a intensidade da luz, que já é menor nesse tipo de lâmpadas. As transparentes, em compensação, exigem o uso de pantalhas, principalmente por que elas causam ofuscamento.

Aqui vão algumas dicas para você planejar a iluminação de seus ambientes:
Salas de estar/jantar: o ideal é um ponto de luz sobre a mesa de jantar ou de centro, na sala, que desta forma iluminará todo o ambiente. Para aumentar a luminosidade, e de quebra criar um ambiente mais suave e relaxado, use luminárias de apoio, que podem ser abajures colocados sobre as mesas laterais ou aparadores, ou anda luminárias altas, de pé.

Cozinhas: são os locais onde a luz fica acesa a maior parte do tempo; escolha lâmpadas de baixo consumo, e distribuem melhor a luz, como as fluorescentes e halógenas. Procure iluminar bem as áreas de trabalho (pia, fogão e balcões de preparação de alimentos); leve em consideração que quanto mais próximo do balcão estiverem os armários aéreos, maior vai ser a iluminação necessária.

Dormitórios: zonas de descanso em geral pedem iluminação suave e acolhedora, então procure usar iluminação indireta, que remeta ao descanso e recolhimento. O ideal é ter um ponto de luz central (de preferência que não esteja localizado sobre a cama) e pontos periféricos, com iluminação dirigida para o forro, para evitar o ofuscamento.

Banheiros: aqui a melhor escolha é uma iluminação central potente, e outra que ilumine a área do espelho, onde se necessita mais luz; dessa forma, evitamos as sombras. Para iluminar a área do espelho, procure deixar em torno de 50cm entre o espelho e os apliques laterais, para evitar o ofuscamento (que aumenta com a presença do espelho!!).

Com essas dicas simples, você pode não só aumentar a eficácia da iluminação da sua casa, mas também economizar!
Abraço, e até a próxima!


Irina de Oliveira
irina@pdh.com.br
Arquitetura & Interiores
fones: 54 3282 1655/ 9975 4675
www.irina.arq.br

 
 
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